
O que são arritmias cardíacas
O coração bate com um ritmo regular graças a “sinais elétricos” internos. Uma arritmia é quando esse ritmo muda. Pode acontecer de três formas:
- o coração bate demasiado depressa;
- bate demasiado devagar;
- bate de forma irregular.
Algumas arritmias são passageiras e sem risco. Outras precisam de investigação e tratamento. Por isso, o mais importante é perceber como se sente e com que frequência acontece.
Sintomas mais comuns
Muitas pessoas descrevem:
- palpitações (sentir o coração “a bater forte”, “a falhar” ou “a disparar”);
- falta de ar;
- tonturas;
- cansaço fora do habitual;
- desconforto no peito.
Em situações mais importantes, pode existir:
- sensação de desmaio;
- desmaio (perda de consciência).
- Morte súbita;
O que pode desencadear palpitações e arritmias
Há vários fatores que podem contribuir:
- tensão alta e doença do coração;
- alterações da tiroide;
- febre ou infeções;
- anemia;
- desidratação;
- alterações da composição iónica no sangue;
- excesso de café, álcool ou bebidas energéticas;
- falta de sono e stress;
- alguns medicamentos.
Às vezes, o problema é apenas um gatilho temporário. Noutras vezes, é preciso investigar.
Uma arritmia frequente: fibrilhação auricular
A fibrilhação auricular é uma das arritmias mais comuns. O coração fica com um ritmo irregular e isso pode aumentar o risco de AVC em algumas pessoas. Nem sempre dá sintomas, por isso é importante avaliar caso a caso e decidir o melhor plano com o médico.
Como se faz o diagnóstico
Para identificar a arritmia, o médico pode pedir:
- eletrocardiograma (ECG);
- Holter (um aparelho que regista o ritmo durante 24-48 horas) ou registos mais longos quando os sintomas são raros;
- ecocardiograma (ecografia ao coração);
- análises para despiste de causas como tiroide ou alterações de iões;
- teste de esforço, quando indicado.
Que tratamentos existem
O tratamento depende do tipo de arritmia e do perfil de cada pessoa. Pode incluir:
- corrigir fatores desencadeantes (apneia do sono, álcool, cafeína, hidratação);
- medicação para controlar o ritmo ou a frequência;
- em alguns casos, medicação para reduzir risco de coágulos;
- procedimentos (como cardioversão ou ablação) quando necessário;
- dispositivos (como pacemaker) em situações específicas.
Quando procurar ajuda urgente
Procure assistência imediata (112) se tiver:
- dor no peito persistente;
- cansaço acentuado;
- falta de ar marcada;
- desmaio ou quase desmaio;
- palpitações com tonturas fortes;
- sinais neurológicos (fala alterada, fraqueza, alteração da visão).
Nota final
Este artigo é informativo e não substitui uma consulta. Se tem palpitações frequentes, episódios de tonturas, desmaios ou batimentos irregulares, marque avaliação médica para diagnóstico e orientação.
Dr. António Gonçalves
Ordem dos Médicos nº 57461
O Dr. António Gonçalves é especialista em Cardiologia e integra a equipa do Hospital da Ordem Terceira Chiado. Dedica-se à cardiologia clínica, com especial enfoque na insuficiência cardíaca e na ecocardiografia. Conta ainda com formação em Medicina Desportiva e experiência internacional em insuficiência cardíaca avançada.



